segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Capitulo 5 - O Mal

Olá leitores do blog ^^ então... primeiramente tenho que fazer um pequeno aviso. Como puderam perceber, faz um certo tempo que o blog está sem postagens novas, então, o Batata pediu pra avisar que ele está sem computador, por isso não está podendo fazer as postagens =/ ~todos chorão~ ç.ç. 
Ah, espero que gostem desse capitulo ^^ boa leitura \o.

Capitulo 5
O  Mal


O dragão de fogo ardia no ar enquanto se contorcia em volta do que outrora seria o corpo do guerreiro prateado. Milon estava exausto por utilizar a técnica depois de uma luta corpo a corpo tão intensa quanto aquela, acreditando que aquilo bastava para dar um fim ao tal Guerreiro Prateado, com um simples movimento de mão desfez o dragão que desapareceu se transformando primeiramente em um dragão de fumaça e depois se dissolvendo no ar.
O garoto de cabelos dourados que ainda estava caído no chão, ofegante por utilizar tal técnica, se levantou e caminhou até o outro garoto, que tinha um ferimento enorme no ombro e o estendeu a mão para que também pudesse se levantar, porem ele negou a ajuda oferecida e se levantou com suas próprias e forças e com dificuldade.
- Ele foi morto? – Indagou Yahiko após se levantar – Você o matou?
- Espero que sim – Respondeu Milon limpando um pouco da sujeira em sua roupa – Aquele cara não é normal, tem algo nele muito diferente... e...
- O que você está fazendo aqui? – Yahiko interrompeu a fala de Milon bruscamente
- Você devia ser mais educado com quem acabou de salvar sua vida – Retrucou Milon – Mas respondendo a sua pergunta... Seu avô morreu... Vim te avisar disso e também...  
Foi como se um abismo se abrisse no chão a sua frente, o peito de Yahiko pesou, sua respiração ficou tão lenta e imperceptível que pareceu estar parada, a boca aberta e o rosto tomado por uma expressão de choque. Que seu avô iria morrer ele sabia, mas no fundo, não estava preparado para saber que isso tinha acontecido, por isso saíra da vila antes que seu avô morresse, só desejava chegar ao vale o mais rápido possível e ressuscitá-lo, sem ao menos saber que ele tinha ou não falecido.  Agora que ouvira a terrível noticia da qual tanto fugira se sentia mais solitário que nunca, estava realmente sozinho no mundo, sem mãe, sem pai... Sua única família, seu avô, já não existia mais.
Pegou a mochila que estava jogando a poucos metros dele e colocou nas costas, não podia parar para se lamentar, não poderia se dar ao luxo. Um minuto parado se lamentando significava um minuto mais distante de poder ressuscita-lo.
- Aonde você vai? – Milon perguntou quando viu que o garoto havia virados as costas pra ele e estava se afastando
- Ressuscitar meu avô! – Replicou Yahiko se virando para encarar Milon – Não posso ficar aqui parado me lamentando... Tenho que fazer alguma coisa.
- E como você pretende fazer isso? – Indagou Milon um pouco intrigado com a resposta de Yahiko, afinal ele não conhecia nenhum meio de trazer os mortos a vida, é claro que já tinha ouvido histórias de magos que eram capazes de realizar tal feito, mas o resultado nunca era agradável, sempre pagavam por desafiar a vida e a morte – É impossível, há menos que você também queira morrer!
-Vou até o Vale dos Ossos Verdes... Dizem que lá há um modo de fazer isso – respondeu
- Então você também vai acreditar nessa lenda? – Indagou o garoto de cabelos dourados, havia ouvido falar no Vale dos Ossos Verdes, mas nunca entendeu porque as pessoas arriscavam suas vidas para ir atrás de uma lenda incerta e perigosa – Não é loucura?
- É minha única esperança!
- Você deveria aceitar a morte de seu avô... É uma coisa que vai acontecer com todos nós, temos apenas que nos conformar – Disse Milon com a voz calma – Sei que você quer tê-los de volta, mas não acha que é loucura arriscar sua vida por isso?
- De certa forma... Talvez seja, mas não posso simplesmente ficar parado enquanto houver ao menos uma possibilidade de trazê-los de volta – Yahiko respondeu.
- Entendo... Bom, eu pretendia resolver essa situação com minhas próprias forças... Mas acho que vou me juntar a você... De qualquer jeito, não tenho mais para onde voltar – Milon disse e se sentou em uma das varias raízes que brotavam do solo – De qualquer forma... Você sabe como chegar até esse tal vale?
- O que você quer dizer com não ter para onde voltar? – Yahiko indagou confuso – E a vila? A escola? Sua casa?
- Oh... Esqueci de te contar! – Disse Milon um pouco desapontado por ter esquecido de um detalhe tão importante, mas nunca foi de sua natureza se preocupar muito com as coisas, por mais importantes que fossem – Quase tudo foi destruído... Não existe mais vila, e poucos sobreviveram.
- O que quer dizer com isso? – Yahiko Gritou assustado – O que aconteceu?
- Foi pouco depois de seu avô morrer... Eu não sei bem o que aconteceu – Disse Milon se lembrando das cenas assustadoras que presenciara, nunca tinha vida algo tão sombrio e maligno como aquilo, imediatamente se sentiu fraco e teve ânsia – Mas foi assustador.
- Assustador?
- Sim... Muito assustador, não consigo expressar muito bem o que aconteceu... foi muito confuso – respondeu Milon forçando a mente para tentar colocar em palavras todo aquele horror que presenciara – Me avisaram que seu avô tinha morrido, então corri para o quarto dele para ver se era verdade, quando cheguei lá vi o corpo deitado sobre a cama, sem duvidas estava morto...

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Ao ver o corpo de seu mestre se desfazer em cinzas Milon não pode deixar de se assustar. Aproximou-se lentamente enquanto olhava abismado para o antigo mestre que agora não passava de um monte de pó cinzento. Segundos depois finas colunas de uma fumaça negra começaram a sair do meio do pó e se acumular no ar, formando a principio uma nuvenzinha negra e a medida que mais da fumaça negra surgia e se juntava foi se tornando uma grande esfera densa e da mesma tonalidade escura.  
Milon não conseguiu sustentar o peso do corpo e caiu de joelhos, a ar do quarto estava pesado, como se fosse só maldade, um tipo de maldade pura. Tão pura que tornava todo o ambiente sombrio e insuportável, como se o mal estivesse ali. Milon foi ficando cada vez mais atordoado e fraco, até que tudo ficou escuro e até perder os sentidos.   
Durante o tempo que esteve desacordado teve pesadelo terríveis, todos cheios de monstruosidades e bestas assustadoras e tão reais que faziam o próprio sonho ser como parte da realidade, uma realidade amedrontadora e cruel, onde existia apenas o mal e o terror.
Acordou sobressaltado e ofegante, não soube por quanto tempo esteve desacordado, mas se sentiu aliviado por ter saído daqueles pesadelos. A atmosfera dentro do quarto já tinha se tornando mais suave, o garoto nunca tinha se sentindo tão aliviado ao sentir a normalidade daquele lugar, sem a presença de nenhuma energia maligna. Ficou apenas sentado no chão frio de pedra. Se recuperando, confuso sem saber o que foi aquilo, e desejando que nunca mais voltasse a sentir tanto terror.
Lhe ocorreu que precisava avisar alguém, levantou-se depressa e saiu correndo pelos corredores da casa, a medida em que se aproximava cada vez mais da vila foi sentindo novamente aquele presença, de inicio estava fraca, quase imperceptível, como se fosse apenas um al pressentimento, mas aos poucos ia se tornando cada vez mais forte, até que era mais terrível do que a primeira vez em que a sentira e ia aumentava a intensidade cada vez mais.
Ao chegar à vila ele já estava cansado; a pressão maligna estava cada vez maior.  Ele olhou assustado, a cena que via era totalmente diferente do normal. As casas estavam em chamas, tinha destroços por toda parte e pessoas jogadas no chão, algumas ensanguentadas, mortas, desacordadas e outras apenas em meio às prantos desconsolados.  
- O que aconteceu aqui? – Milon indagou confuso
- Surgiu... Do nada - Disse um homem que estava caído perto do garoto – Uma criatura envolta em sombras, destruiu tudo e depois simplesmente desapareceu... dizem que foi para a escola.
Ao ouvir isso Milon saiu correndo, atravessou a vila que outrora fora muito bela e pacifica, porem agora não passava de casas em chamas e destroços por toda a parte, choro e sangue. Correu para a escola, o pátio se encontrava em estado pior que a vila, alguns dos estudantes ainda estavam jogados pelo chão, todos igualmente feridos e desacordados. Milon não parou para olhar pra eles, queria apenas encontrar a tal criatura. Abriu as portas do salão de treinamento e entrou correndo.
Só viu uma das janelas sendo quebrada e um vulto saindo por ela como um raio negro cruzando o céu e desaparecendo segundos depois. Caído ao lado de uma das colunas que sustentavam o teto de vidro estava um dos professores, Gume, o mesmo que havia substituído o velho Kemi antes que este falecesse. Milon correu até ele.
- O que era aquela coisa que saiu pela janela? – O garoto indagou confuso
- Atuinen... O maligno – Respondeu em meio a gemidos de dor – Um dos oito seres que levam a destruição, ele, é a maldade.
- A Maldade?
- Não só isso, ele é o mal em pessoa – Gume continuou – Não existe em nosso planeta um ser mais maligno, ele só deseja o caos e maldade, isso que o mantem vivo.
- Mas o que um ser como esses estava fazendo aqui?
- Você viu, não viu? – Gume indagou com os olhos arregalados e uma expressão de terror no rosto – De onde ele saiu? Do Kemi...
- Sim... Mas, por quê?
- Ele estava selado dentro do Kemi... Há muito tempo, e agora que seu guardião morreu, ele se libertou e pretende se juntar aos outros para voltar a trazer a destruição ao mundo. Se eles se reunirem tudo estará acabado, será o fim de tudo o que conhecemos – Gume disse e segurou um dos braços de Milon com muita força enquanto olhava no fundo dos olhos do garoto – Você é um dos únicos que pode dar um jeito nisso agora, daqui da vila você foi o único ileso, os outros que tem alguma força estão debilitados.
- Eu... Não posso fazer nada, não posso confronta-lo, só de sentir aquela presença eu perco todas as minhas forças.
- Não estou te pedindo para confronta-lo! – Respondeu Gume – Esses outros seres também estão selados, eu não sei bem onde, mas esse selamento é uma magia tão profunda e poderosa que é impossível de ser quebrada; o único jeito é por meio de outra magia igualmente forte, e o único jeito de obter tal magia é O vale dos Ossos Verdes.
- Você não quer que eu acredite em uma lenda como essa quer? Não vou arriscar minha vida correndo atrás de uma lenda! – Milon exclamou um pouco irritado – É loucura!
- É tudo o que temos! Você viu do que aquela criatura sozinha é capaz de fazer! Se ele conseguir se reunir com seus semelhantes... Será terrível. E isso não é apenas uma lenda, é real.
- Mas o que eu posso fazer?
- Atuinen... Ele vai atrás do Vale, para obter magia suficiente para libertar seus companheiros, por isso vai ser perigoso, mas você precisa dar um jeito de chegar ao vale antes dele e usar a magia para sela-lo.
- Como eu faço para chegar a esse Vale?
- Encontre Yahiko, Kemi deve o ter dado algumas instruções... Encontre-o.

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- Depois de me dizer isso ele desmaiou, esperei ele acordar e o levei até uma velha curandeira, que está cuidando de suas feridas – Milon explicou – Ele disse que assim que puder irá mandar ajuda.
- Isso tudo, realmente aconteceu... Quer dizer... Esse ser maligno que estava selado dentro do meu avô?
- Sim, e agora eu tenho que impedir que ele liberte os outros... Droga! – Disse Milon – E então... Você sabe como chegar até esse Vale?
- Sim... Temos que ir ao deserto vermelho, lá provavelmente encontraremos uma das pedras usadas pelos magos para fazer o encantamento da barreira, existem doze pedras, se acharmos uma, ela nos levara as outras – Yahiko explicou lentamente enquanto organizava os fatos em sua mente.
- Mas como assim? – Milon indagou confuso – Que pedras são essas? que magos? Que barreira?
- Você não sabe de nada mesmo – Disse Yahiko – Depois eu te explico... primeiro temos que dar um jeito de sair dessa floresta, mas depois que fui atacado por aquele lobo e aquele homem me trouxe pra essa parte da floresta, eu não faço ideia de como sair daqui.
- Belo jeito de começar uma busca... Se perdendo!
- Pare de reclamar, você que não sabe de detalhe nenhum! – Gritou Yahiko irritado, nunca se dera muito bem com Milon, nunca tinham conversado por muito tempo. Yahiko se sentou no chão, abriu a mochila e tirou o velho pedaço de pergaminho – Era pra isso me ajudar – Disse enquanto estendia o mapa em braço no chão – Mas não faço ideia de como ler isso.
- Ah, nossa! – exclamou Milon se mostrando interessado e se sentando perto do pedaço de pergaminho – Essas coisas são muito raras, nunca pensei que existissem mais desses por ai. É um mapa elementar!
- Você sabe com revelar?
- Claro que sei! Esse mapa, ele representa o mundo todo – Milon Explicou – Cada fragmento contem partes de cada região do mundo, por isso são muito raros de serem encontrados mapas como esse! É com magia que se ativa as propriedades e revela a forma do mundo. Veja, vou te mostrar!
Milon cruzou as pernas, fechou os olhos e começou a fazer movimentos estranhos com ambas as mãos, Yahiko reconheceu os movimentos, eram idênticos aos que seu avô fizera da ultima vez. Enquanto realizava os movimentos Milon repetia cinco palavras em voz baixa, mas nítida o suficiente para Yahiko escutar.
- Maa, tuli, ilma, vesi, virta!
E assim como da outra vez o mapa começou a sofrer as mesmas mudanças, a tinta vermelha surgindo do papel como se fosse água e se espalhando por ele, percorrendo cada milímetro se transformando em gravuras nítidas de árvores, montanhas, rios, mares, cidades e países inteiros.


--------------------------------------- continua --------------------------------------------------

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2 comentários:

Os adultos vivem dizendo que a adolescência é um dos perídos mais
marcantes da vida. Mais o que o adolescente pensa disso? (sinopse do meu blog)
Acessa o meu blog?
"Blog de uma adolescente"

http://blogdeumagarotaadolescente.blogspot.com/

Espero a sua visita, se gostar do meu blog, segue lá, ficarei muito feliz.
Desde já obrigada, tenha uma ótima semana.
Atenciosamente Tainã Almeida.

Incrivel

Gabi-san sua fic fica melhor a cada capitulo

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